LIVRO ADOTADO PELA MARINHA NO ENSINO PROFISSIONAL NAVAL E MARÍTIMO. PRIMEIRA LITERATURA EM PORTUGUÊS SOBRE O ASSUNTO. COMPATÍVEL COM A CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE NORMAS DE TREINAMENTO, CERTIFICAÇÃO E SERVIÇO DE QUARTOS PARA OS MARÍTIMOS (STCW). 

 

 

PREFÁCIO



    Assim como outras atividades humanas essenciais ao processo civilizatório, a navegação aquaviária é extremamente dependente do desenvolvimento tecnológico, o que torna dinâmica  tanto a ciência como a arte que a caracterizam.

    Deste modo, a um desenvolvimento tecnológico cada vez mais acelerado no campo da transmissão e do processamento de dados, corresponde uma necessidade de constante atualização do material didático empregado no ensino do sempre imprescindível afazer de navegar.

    Este livro de navegação integrada preenche a lacuna sugerida na bibliografia sobre navegação no país, após a conclusão da excelente obra do Comandante Miguens - NAVEGAÇÃO: A CIÊNCIA E A ARTE. Vazado em linguagem simples e direta, o presente livro ademais de atualizar o leitor em relação ao estado da arte da navegação, tem a virtude de adotar uma abordagem muito bem concatenada daquilo que, na prática, o navegante precisa conhecer, tornando-se, por conseguinte, um primordial elemento didático para todos aqueles que pretendem conhecer o tema da navegação aquaviária de modo atualizado.

 

LUIZ FERNANDO PALMER FONSECA
Almirante-de-Esquadra
Diretor-Geral de Navegação

 


 

 

APRESENTAÇÃO

 

Podemos constatar nos dias de hoje acentuado aumento do volume e da densidade do tráfego aquaviário mundial, com previsão de dobrar nos próximos vinte anos; aumento do calado dos navios, diminuindo a folga sob suas quilhas; emprego de maiores velocidades e redução de suas tripulações. Esses fatores vêm contribuindo para diminuição das margens de erro do navegante e, consequentemente, para maior probabilidade de ocorrência de acidentes de navegação.

Em paralelo, a concepção dos modernos sistemas de navegação de bordo e de auxílios à navegação em terra vem sendo otimizada, visando, dentro do conceito de e-navigation da Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês), à "integração de ferramentas de navegação existentes, em particular as eletrônicas, em um sistema abrangente que contribuirá para aprimorar a segurança da navegação, com repercussões positivas para a segurança marítima de um modo geral e para a preservação do meio ambiente, além de reduzir a carga de trabalho do navegante".

 

" ... The aim is to develop a strategic vision for e-navigation, to integrate existing and new navigational tools, in particular electronic tools, in an all-embracing system that will contribute to enhanced navigational safety (with all the positive repercussions this will have on maritime safety overall and environmental protection) while  simultaneously reducing the burden on the navigator." (http://www.imo.org/OurWork/Safety/Navigation/Pages/ eNavigation.aspx)

 

Dando sequência à inestimável obra "Navegação: A Ciência e a Arte", elaborada pelo saudoso CMG Altineu Pires MIGUENS, o presente trabalho pretende proporcionar ao navegante em geral uma visão abrangente das potencialidades da Navegação Integrada para o nosso país, fundamentando-se no contido em convenções internacionais relacionadas com a navegação; em resoluções da IMO (Organização Marítima Internacional); em publicações da Associação Internacional de Auxílios à Navegação (IALA, em inglês); em algumas Normas da Autoridade Marítima; na experiência de instrutores de navegação; em material técnico e didático existente na Marinha do Brasil (MB); em literatura internacional; e em conteúdo disponível na Internet.

Ao longo de seus quatro capítulos, este livro procurará evidenciar a importância das principais ferramentas eletrônicas de navegação, operando de forma isolada ou integrada, e, sempre que oportuno, dar algumas noções básicas de sua operação.

A abordagem do trabalho é fundamentada nos modernos Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS) operando em conjunto com uma cobertura de Cartas Náuticas Digitais, radares modernos e uma estrutura confiável de comunicações navio-terra.  

O Capitulo 1 trata dos precisos e robustos GNSS e das modernas Cartas Náuticas Digitais, que, associados, possibilitam ao navegante desfrutar de uma navegação precisa em tempo real, constituindo a base para a integração de ferramentas de navegação a bordo. Ao final do capítulo é abordada a técnica de navegação paralela indexada, que permite a uma embarcação, fazendo uso do radar,  manter-se em tempo real sobre uma derrota

No Capitulo 2 são descritos os equipamentos e os sistemas que permitem ao navegante acompanhar automaticamente o movimento de outras embarcações, seja por meio da sua detecção e plotagem feitas com auxílio de ferramenta incorporada ao radar comum, denominada Auxílio de Plotagem Automática Radar (ARPA), ou por meio de sua identificação pelo Sistema de Identificação Automática (AIS), ferramenta baseada no rádio-posicionamento por GNSS e na comunicação em VHF ou por satélite.

O Capitulo 3 aborda a integração das ferramentas descritas nos capítulos anteriores com outras novas ou já existentes, descrevendo as potencialidades dos Sistemas de Exibição de Cartas Digitais (ECDIS ou ECS). Esses sistemas melhor representam a integração de ferramentas de navegação a bordo, permitindo a navegação precisa em tempo real, o acompanhamento automático de embarcações e o monitoramento de condições ambientais e outras facilidades em um único equipamento, constituindo-se nos principais instrumentos de apoio à tomada de decisão disponível para o navegante no passadiço. Em complemento a essa concepção revolucionária, é evidenciada a importância do Serviço de Tráfego de Embarcações (VTS), que, por sua vez, melhor representa a integração de auxílios à navegação em terra, e que vem se tornando uma ferramenta imprescindível na organização do tráfego aquaviário em áreas onde exista intensa movimentação de embarcações ou risco de acidente de grandes proporções. O capítulo também descreve as características de um Piloto Automático e de um Sistema de Posicionamento Dinâmico (DP).

No Capitulo 4 é feita uma breve análise dos acidentes aquaviários mais relevantes desde o afundamento do RMS Titanic em 1912, procurando ressaltar a importância da integração de ferramentas de navegação, dentro do conceito de e-navigation, na tarefa de mitigar a ocorrência de acidentes por meio do incremento da segurança da navegação em escala global, da formação e treinamento adequados do navegante e do gerenciamento das equipes que guarnecem os passadiços dos mais diversos tipos de embarcações. Ao final do capítulo é evidenciada a importância estratégica do comércio marítimo e da exploração dos recursos da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) para o País, chamando a atenção para o  crescente tráfego marítimo destinado a tais atividades econômicas, que requerem segurança, monitoramento, controle, eficiência e proteção dos meios nelas empregados e dos portos envolvidos. Nesse contexto, o emprego das ferramentas de navegação integradas dentro do conceito de e-navigation também poderá ser de muita valia.

Apesar de as principais convenções emanadas pela IMO terem como foco os assuntos marítimos, o presente trabalho procurará, sempre que possível, em face da importância da navegação interior para o País, que possui cerca de 41.000km de rios navegáveis, substituir os termos "navegação marítima/tráfego marítimo" por "navegação/tráfego aquaviário".

A página do livro na Internet (www.e-nav.net) foi criada com o propósito de facilitar o acesso a vídeos e a outras referências, além de ampliar informações, receber sugestões e divulgar novidades sobre os assuntos tratados.

Seu conteúdo pretende, principalmente, incentivar o estudo e as boas práticas de navegação, onde a dinâmica de inovações na área de navegação integrada e do próprio conceito de e-navigation certamente exigirá que esta publicação tenha permanente necessidade de atualização, a fim de acompanhar a evolução desse fascinante "estado da arte de navegar".

 

CARLOS NORBERTO STUMPF BENTO
Capitão-de-Mar-e-Guerra (RM1)

 

 



 


 

 


CAPÍTULO 1


NAVEGAÇÃO PRECISA EM TEMPO REAL

Visualizar Capítulo 1

 

 Há mais de 2.000 anos a expressão "navegar é preciso" tem sido utilizada por navegadores e poetas, sempre dando margem à dúvida se o "preciso" teria conotação de necessidade ou de precisão. Constataremos que, apesar de a necessidade econômica movimentar a navegação moderna, a "necessidade de se navegar com precisão, e em tempo real" é imprescindível para a sua condução segura e eficiente.

Os métodos de navegação tradicionais exigem que uma informação visual ou radar seja anotada e plotada em uma carta náutica, o mesmo acontecendo com uma posição em tempo real obtida por meio de um receptor satélite, que, apesar de exigir  tempo mais curto para a sua medição e plotagem, também faz com que o navegante na verdade se certifique, com precisão, onde sua embarcação "estava".  O advento das Cartas Náuticas Digitais, porém, permitiu que a posição satélite fosse exibida sobre essas cartas por meio de um sistema computadorizado, possibilitando uma navegação precisa em tempo real.

 1.1 - SISTEMAS GLOBAIS DE NAVEGAÇÃO POR SATÉLITE

          1.1.1 - GPS
          1.1.2 - GLONASS
          1.1.3 - GALILEO
          1.1.4 - COMPASS
          1.1.5 - DGNSS (GNSS DIFERENCIAL)
          1.1.6 - RECEPTORES GNSS
          1.1.7 - AGULHAS SATÉLITE
          1.1.8 - LIMITAÇÕES DOS GNSS

1.2 - CARTAS NÁUTICAS DIGITAIS

        1.2.1 - LEVANTAMENTOS HIDROGRÁFICOS
        1.2.2 - CARTAS NÁUTICAS RASTER
        1.2.3 - CARTAS NÁUTICAS VETORIAIS

1.3 - NAVEGAÇÃO PARALELA INDEXADA

1.3.1 - NAVEGAÇÃO SOBRE UMA DERROTA SEGURA
         1.3.2 - APROXIMAÇÃO PARA UM FUNDEIO DE PRECISÃO


 

CAPÍTULO 2

ACOMPANHAMENTO AUTOMÁTICO
DE EMBARCAÇÕES



Visualizar Capítulo 2
 

            Como vimos no capítulo anterior, fatores como o acentuado aumento do volume e da densidade do tráfego aquaviário, aliado ao aumento do calado e da velocidade dos navios, tornou imprescindível a navegação precisa em tempo real, a fim de evitar encalhes, colisões com o fundo ou com obstáculos fixos, sejam eles naturais ou artificiais. Além disso, devido aos mesmos fatores, evitar o abalroamento entre embarcações é outro aspecto que tornou-se vital para a segurança da navegação, para a salvaguarda da vida humana e para a preservação do meio ambiente. Nesse sentido, a evolução tecnológica tem facilitado muito o acompanhamento automático de embarcações pelo navegante, por intermédio de modernos sistemas computacionais interfaceados ao radar comum e por sistemas que fazem uso da posição GNSS e das comunicações por VHF ou por satélite.

2.1 - AUXÍLIO DE PLOTAGEM AUTOMÁTICA RADAR (ARPA)

2.1.1 - O RADAR DE NAVEGAÇÃO
2.1.2 - O RADAR COM ARPA
2.1.3 - A TELA DO ARPA
2.1.4 - OPÇÕES DE TOQUE 
2.1.5 - ESTADOS DE ATIVIDADE
2.1.6 - AJUSTES DA IMAGEM RADAR
2.1.7 -
ESCALA DE DISTÂNCIA
2.1.8 - MEDIDAS DE MARCAÇÕES E DISTÂNCIAS
2.1.9 - ALTERAÇÕES NA IMAGEM RADAR
2.1.10 - ORIENTAÇÃO DA IMAGEM RADAR
2.1.11 - MOVIMENTO DA IMAGEM RADAR
2.1.12 - INFORMAÇÕES DE RUMO E VELOCIDADE
2.1.13 - AQUISIÇÃO AUTOMÁTICA DE ALVOS

2.1.14 - AQUISIÇÃO MANUAL DE ALVOS   
2.1.15 - EXIBIÇÃO DE SÍMBOLOS
2.1.16 -
AMEAÇAS E ALVOS PERDIDOS 
2.1.17 -
SELEÇÃO DE ALVOS EM ACOMPANHAMENTO
2.1.18 - ZONAS DE PROTEÇÃO
2.1.19 - ÁREAS DE REJEIÇÃO
2.1.20 - SIMULAÇÃO DE MANOBRA

2.2 - SISTEMA DE IDENTIFICAÇÃO AUTOMÁTICO (AIS)

2.2.1 - FUNCIONAMENTO
2.2.2 - DADOS TRANSMITIDOS
2.2.3 - EXIBIÇÃO DE INFORMAÇÕES
2.2.4 - UTILIZAÇÃO CONJUNTA DO AIS COM O RADAR/ARPA
2.2.5 - EMPREGO DO AIS NA SINALIZAÇÃO NÁUTICA
2.2.6 - O AIS NA INTERNET
2.2.7 - OUTRAS APLICAÇÕES DO AIS


 



CAPÍTULO 3

NAVEGAÇÃO INTEGRADA


Visualizar Capítulo 3

A utilização conjunta das modernas ferramentas descritas nos capítulos anteriores, que possibilita uma navegação precisa em tempo real e o acompanhamento automático de embarcações, aliada ao uso das ferramentas tradicionais de navegação, por si mesma não reflete o verdadeiro potencial dessas tecnologias. Conforme mencionado na apresentação desta publicação, dentro do conceito de e-navigation da IMO, somente a "integração de ferramentas de navegação existentes, em particular as eletrônicas, em um sistema abrangente, contribuirá para aprimorar a segurança da navegação, com repercussões positivas para a segurança marítima de um modo geral e para a preservação do meio ambiente, além de reduzir a carga de trabalho do navegante".
      
       Nesse sentido, diversas ferramentas vêm sendo integradas por meio de alguns sistemas integrados no passadiço de várias embarcações (Integrated Bridge Systems - IBS) e em torres de Serviços de Tráfego de Embarcações (VTS), revolucionando a ciência e a arte de navegar.

 
3.1 - INTEGRAÇÃO DE FERRAMENTAS A BORDO

3.1.1 - ECDIS
3.1.2 - ECS
3.1.3 - VANTAGENS E DESVANTAGENS DE UM ECDIS/ECS
3.1.4 - PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO DA NAVEGAÇÃO

3.1.5 - INTEGRAÇÃO DO ECDIS COM O RADAR, O ARPA E O AIS

3.1.6 - ECDIS NAVAL
3.1.7 - PILOTO AUTOMÁTICO
3.1.8 - POSICIONAMENTO DINÂMICO  
 

3.2 - INTEGRAÇÃO DE FERRAMENTAS EM TERRA

3.2.1 - ESQUEMA DE SEPARAÇÃO DE TRÁFEGO (TSS)
         3.2.2 - SERVIÇO DE TRÁFEGO DE EMBARCAÇÕES (VTS)


 


CAPÍTULO 4

NAVEGAÇÃO SEGURA E PROTEGIDA



Visualizar Capítulo 4
 

Como vimos na apresentação, o volume e a densidade do tráfego aquaviário mundial devem dobrar nos próximos vinte anos, situação na qual o aumento do calado dos navios, o emprego de maiores velocidades e a redução de tripulações, por economicidade e automação de sistemas, vêm contribuindo para a redução das margens de erro do navegante e para maior probabilidade de ocorrência de acidentes de navegação.

A integração das ferramentas de navegação abordadas nos capítulos anteriores não contribui por si mesma para o incremento da segurança da navegação, pois necessita, em face de suas complexidades, estudo, treinamento adequado e prática por parte do pessoal e das equipes que guarnecem os passadiços das mais diversas embarcações.

Além disso, a importância da navegação para o comércio mundial e para a exploração de recursos das Zonas Econômicas Exclusivas (ZEE) de vários países torna vital a sua proteção. E como o conceito de e-navigation prevê a sua contribuição para a segurança marítima de um modo geral, as modernas ferramentas de navegação podem ser muito úteis para esse propósito.

 

4.1 - NAVEGAÇÃO SEGURA

4.1.1 - ACIDENTES AQUAVIÁRIOS

4.1.2 - GERENCIAMENTO DA EQUIPE DO PASSADIÇO

4.1.3 - SERVIÇOS ALIADOS A UM VTS

4.2 - NAVEGAÇÃO PROTEGIDA

4.2.1 - VIGILÂNCIA MARÍTIMA
         4.2.2 - ECDIS DE COMBATE (W-ECDIS)
         4.2.3 - VIGILÂNCIA PORTUÁRIA

 


 

CONCLUSÃO

   
     Da mesma forma que a navegação a vela, movida pelos ventos e orientada apenas pelos astros e pelo magnetismo da terra ainda fascine a maioria dos navegantes, espera-se que as novas tecnologias abordadas no presente trabalho também o façam em relação ao navegante do terceiro milênio, que hoje pode desfrutar do potencial das modernas ferramentas de navegação integradas.

     Contudo, também se espera que o navegante evite o excesso de confiança em algumas dessas tecnologias, e procure conhecer na prática as vantagens, as desvantagens e as limitações de todas as ferramentas de navegação disponíveis, sabendo aprofundar-se na sua operação bem como quando utilizá-las isoladamente ou de forma integrada nas mais diversas situações, inclusive em caso de indisponibilidade de algumas delas, podendo também recorrer a serviços de assistência à navegação em terra.

    Em paralelo, enquanto a componente econômica da navegação se beneficia da diminuição do número de pessoal no passadiço, também se espera que tal redução seja feita em níveis aceitáveis, acompanhada de maior nível de treinamento sobre as ferramentas de navegação integradas e do incentivo do trabalho em equipe, aumentando a eficiência do serviço no passadiço.

    Por fim, que bons ventos insuflem as velas do revolucionário conceito de e-navigation, conduzindo a navegação do Século XXI de forma eficiente e segura e contribuindo também para a segurança marítima, para a salvaguarda da vida humana e para a preservação do meio ambiente.

 


 


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 GLOSSÁRIO

 


 

Agulha Satélite - Sensor que determina o rumo verdadeiro da embarcação por meio de sinal GNSS.

AHTS - Navio de apoio ao fundeio de plataformas petrolíferas (Anchor Handling Tug Supply Vessel).

AIS - Sistema de Identificação Automática (Automatic Identification System).

AJB - Águas Jurisdicionais Brasileiras - Águas interiores e os espaços marítimos, nos quais o Brasil exerce jurisdição, em algum grau, sobre atividades, pessoas, instalações, embarcações e recursos naturais vivos e não vivos, encontrados na massa líquida, no leito ou no subsolo marinho, para os fins de controle e fiscalização, dentro dos limites da legislação internacional e nacional.

AML - Camadas Militares Adicionais (Additional Military Layers).

Amazônia Azul - Área marítima onde o Brasil exerce direitos de soberania e jurisdição.

Anchor Watch - Monitoramento da posição de fundeio.

Área de Rejeição - Área com aquisição automática desabilitada no Radar/ARPA.

ARCS - Formato padrão de Cartas Náuticas Raster do UKHO.

Arfagem - Movimento de uma embarcação ao longo de seu eixo vertical (Heave).

ARPA - Auxílio de Plotagem Automática Radar (Automatic Radar Plotting Aid).

ATA - Auxílio de acompanhamento automático (Auto-tracking Aid).

Atalaia - Estação da Praticagem, geralmente localizada em terra.

AtoN- Auxílios à Navegação (Aids to Navigation).

ATT - Rastreamento Automático de Alvos (Automatic Target Tracking).

Avanço - Deslocamento longitudinal de uma embarcação devido a fatores ambientais (Surge) ou a distância percorrida maior que a estimada.

Bacalhau - Trecho corrigido de uma carta náutica em papel a ser colado sobre a mesma.   

Backscatter - Principio utilizado por um SVL baseado na intensidade de retroespalhamento acústico do fundo.

Balanço - Movimento angular vertical de uma embarcação em torno de seu eixo longitudinal (Roll).

BDHC - Banco de Dados Cartográficos e Hidrográficos.

BSB -  Formato padrão de Cartas Náuticas Raster da NOAA.

BTM - Gerenciamento da Equipe do Passadiço (Bridge Team Management).

BTW - Marcação de um ponto de guinada (Bearing to Waypoint) ou rumo para atingi-lo diretamente.

BWW - Rumo da pernada entre pontos de guinada (Bearing from Waypoint to Waypoint).

Cabeceio - Movimento angular horizontal da proa de uma embarcação (Yaw).

Calado - Distância da quilha até a linha d´água de uma embarcação (Draft, UK: Draught).

Calado Aéreo - Altura mínima do mastro para passar sob vãos de pontes (Vertical Clearance).

Caimento - Deslocamento transversal de uma embarcação em relação à derrota, devido à corrente.

Caturro - Movimento angular vertical de uma embarcação em torno de seu eixo transversal (Pitch).

CATZOC - Categoria de Zona de Confiabilidade utilizado em Cartas Eletrônicas.

CFTV - Circuito Fechado de TV | CCTV (Closed Circuit Television).

Chayka - Sistema de Radionavegação Hiperbólico de Longa Distância da Federação Russa.

CM-93 - Formato proprietário de Cartas Náuticas Digitais Vetoriais da empresa C-Map.

COG - Rumo no fundo (Course Over Ground).

COMPASS - Sistema Global de Navegação por Satélite da República Popular da China.

Consciência Situacional - Percepção do que está ocorrendo a bordo e no entorno do navio, por parte do Oficial de Quarto no passadiço.

Course Up - Orientação da imagem radar.

CPA - Ponto de Maior Aproximação (Closest Point of Approach).

Danger Highlights - Função que permite ressaltar graficamente perigos à navegação na tela de um ECDIS.

DATUM - Modelo matemático teórico da representação da superfície da Terra ao nível do mar. 

Deriva - Deslocamento transversal de uma embarcação devido a fatores ambientais (Sway).

Derrelito - Objeto perdido ou abandonado que constitui-se em perigo à navegação.

DGNSS - Sistemas Diferenciais Globais de Navegação por Satélite (Differential Global Navigation Satellitte Systems).

DGPS - Sistema Diferencial de Posicionamento Global (Differential Global Positiong System).

Disponibilidade Seletiva - Degradação proposital introduzida na qualidade dos dados transmitidos pelos satélites GPS (modo S/A - Selective Availability).

DNC - Carta Náutica Digital (Digital Nautical Chart) publicada pela NGA (EUA).

DOP - Diluição de Precisão do sinal recebido do satélite.

Doppler -  Efeito oriundo da percepção de uma frequência relativa de uma onda mecânica ou eletromagnética, diferente da frequência de sua emissão. 

DP - Posicionamento Dinâmico (Dynamic Positioning).

DTW - Distância para um ponto de guinada (Distance to Waypoint).

Duto - Duto de Superfície - fenômeno permite a detecção radar de alvos extremamente distantes.

EBL - Linha de marcação eletrônica do radar (Electronic Bearing Line).

ECDIS - Sistema de Exibição de Informações de Cartas Eletrônicas (Electronic Chart Display and Information System). 3

ECS - Sistema Cartas Eletrônicas (Electronic Chart System).

E-navigation - Conceito de Navegação Integrada da IMO.

Elipsóide de referência - Superfície matematicamente definida que se aproxima do geóide, a verdadeira figura da Terra ou qualquer outro corpo planetário. 

ENC - Carta Eletrônica de Navegação ou Carta Eletrônica (Electronic Navigational Chart).  

EPA - Auxílio de Plotagem Eletrônica (Electronic Plotting Aid).

ETA - Tempo Estimado de Chegada (Estimated Time of Arrival).

ETD - Tempo Estimado de Partida (Estimated Time of Departure).

FAQ - Folga Abaixo da Quilha (Under-keel Clearance - UKC).

Fluxgate - Agulha magnética elétrica que permite a introdução da declinação magnética local, exibindo o rumo verdadeiro aproximado em um visor digital.

FPSO - Navio de produção, armazenamento e transferência (Floating Production, Storage and Offloading).

FTC - Atenuador de reverberação RAIN (Fast Time Constant - Anti-Clutter RAIN).

Furtiva - Tecnologia que torna o alvo "invisivel" ao radar (stealth).

GALILEO - Sistema Global de Navegação por Satélite europeu.

GDOP - Diluição de Precisão da geometria dos satélites em relação aos receptores. (Geometric Dilution of Precision). Combinação do PDOP com o TDOP.

Geóide - Superfície de potencial gravitacional constante.

GNSS - Sistemas Globais de Navegação por Satélite (Global Navigation Satellite Systems).

GPS - Sistema de Posicionamento Global (Global Positiong System - GNSS "Navstar" dos EUA).

Guard Zone - Zona de Proteção no Radar/ARPA.

Head Up - Orientação da imagem radar.

Heave - Movimento de uma embarcação ao longo de seu eixo vertical (Arfagem).

HDG - Rumo na superfície.

HDOP - Diluição horizontal da posição (Horizontal Dilution of Position).

Hidrometeo - Sensores meteorológicos e ambientais.

Hidrovia - Via de navegação interior com características padronizadas para determinados tipos de embarcações, mediante obras de engenharia e de regulação, dotada de sinalização e equipamentos de auxílio à navegação.

HPD - Software de Banco de Dados (BDHC) da empresa CARIS (Hydrographic Processing Database).

IALA - Associação Internacional de Auxílios à Navegação (International Association of Marine Aids to Navigation and Lighthouse Authorities).

IBS - Sistemas Integrados no Passadiço (Integrated Bridge Systems).

IC-ENC - Centro internacional de distribuição de ENC (International Centre for ENCs).

IEC - Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC - International Electrotechnical Commission).

IHO - Organização Hidrográfica Internacional (International Hydrographic Organization).

IMO - Organização Marítima Internacional (International Maritime Organization).

INS - Serviço de Informação de um VTS (Information Service).

Isobatimétrica - Linha de igual profundidade constante das cartas náuticas.

ISPS Code - Código Internacional para proteção de navios e instalações portuárias (International Ship and Port Facility Security Code).

Intruder - Alarme de Intruso no Radar/ARPA.

LDP - Linha de Posição (linha obtida a partir de marcações e distâncias de pontos em terra).

LEPLAC - Levantamento da Plataforma Continental Brasileira.

Lixo Fluvial - Vegetação que se desprende das margens de um rio.

LOG - Odômetro ou velocidade na superfície medida por um odômetro.

Look Ahead - Função do ECDIS que permite verificar a presença de feições e obstáculos perigosos pela proa da embarcação.

LORAN-C - Sistema de Radionavegação Hiperbólico de Longa Distância dos EUA (LOng RAnge Navigation).

Lost Target - Alarme de Alvo perdido no Radar/ARPA e AIS.

LRIT - Identificação e acompanhamento a longas distâncias (Long-Range Identification and Tracking).

Magnetron - Válvula transmissora de um radar.

MB - Marinha do Brasil.

MMSI - Identidade no SMM (Serviço Móvel Marítimo) (Maritime Mobile Service Identity).

MOB - Homem ao Mar (Man Overboard).

Multicaminho - Multicaminhamento (multipath) - Efeito de reflexão dos sinais do satélite.

Multipath - Multicaminho ou multicaminhamento - Efeito de reflexão dos sinais do satélite.

NAS - Serviço de Assistência à Navegação de um VTS (Navigation Assistance Service).

Navmark - Aquisição manual de alvos estáticos no Radar/ARPA.

Negação Regional - Eventual degradação voluntária do sinal GPS em determinadas regiões do globo (Regional Deniability).

NFU - Controle que permite desabilitar a roda do leme (timão) e o piloto automático e atuar diretamente sobre o aparelho de governo da embarcação (Non-Follow-Up).

NGA - Agência Nacional de Inteligência Geoespacial dos EUA (National Geospatial-Intelligence Agency).

NOAA   - Administração Oceânica e Atmosférica Nacional - EUA (National Oceanic and Atmospheric Administration - USA).

NORAIS - Sistema norueguês de recepção de sinais AIS por meio de satélites (S-AIS).

NORMAM - Normas da Autoridade Marítima (Marinha do Brasil).

North Up - Orientação da imagem radar.

NPCF - Normas e Procedimentos das Capitanias Capitanias Fluviais.

NPCP - Normas e Procedimentos das Capitanias dos Portos.

OHI - Organização Hidrográfica Internacional (International Hydrographic Organization - IHO).

OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte (North Atlantic Treaty Organization - NATO).

Past Track - Função que exibe o histórico de posições em um ECDIS.

PDOP - Posicionamento tridimensional (Positional Dilution of Precision). Combinação do VDOP e do HDOP.

Peixe - Parte de um SVL que é rebocada.

Piloto Automático - Sistema que calcula a posição necessária do leme para trazer a embarcação de volta ao rumo previsto, atuando automaticamente sobre o mesmo.

Pitch - Movimento angular vertical de uma embarcação em torno de seu eixo transversal (Caturro).

PPI - Indicador de Posição no Plano (Plan Position Indicator). Tela de apresentação radar.

PPS - Serviço de Posicionamento Preciso do GPS (Precise Positioning Service).

Prediction - Função de um ECDIS que apresenta a previsão do movimento do navio durante um curto período.

PREPS - Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite.

PRIMAR - Centro internacional de distribuição de ENC (baseado no Serviço Hidrográfico da Noruega).

RACON - Auxílio à Navegação Radar (Radar Transponder Beacon) - Fornece marcação e posição.

Radar - Equipamento de detecção e localização por meio de ondas de rádio (Radio Detection and Ranging).

Ramark - Auxílio à Navegação Radar (Radar Transponder Beacon) - Fornece apenas marcação.

Range Rings - Círculos ou anéis de distâncias no radar.

Raster - Formato em mapa de pontos (bitmap) de Carta Náutica Digital similar à versão em papel.

RCDS - Modo que permite ao ECDIS operar com cartas Raster.

RDF - Radiogoniômetro (Radio Direction Finder).

Refletor Radar - Auxílio à Navegação Radar (passivo).

Relative Motion - Movimento relativo na tela do radar.

Relative Vector - Vetor relativo na tela do radar.

Reverberação - Manchas e perturbações indesejáveis na tela do radar (clutters) causadas por fenômenos meteorológicos ou pelo estado do mar.

RIPEAM - Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar.

RNC - Carta Náutica Digital Raster (Raster Navigational Chart).

Roll - Movimento angular vertical de uma embarcação em torno de seu eixo longitudinal (Balanço).

Route - Função que exibe a janela de edição de derrotas em um ECDIS.

Route Check - Função de verificação de incorreções no planejamento de uma derrota no ECDIS.

ROV - Veículo submarino operado remotamente (Remotely Operated Vehicle).

RTE - Amplificador de eco radar (Radar Target Enhancer).

Ruído Rádio - Interferência na imagem radar causada pelo ganho excessivo.

S-57 - Formato de Cartas Náuticas Digitais Vetoriais Oficiais (ENC) da OHI.

S-63 - Norma da OHI que trata sobre a criptografia para intercâmbio e distribuição de dados.

S-66 - Publicação da OHI (Fatos sobre Cartas Digitais e exigências de sua dotação a bordo).

S-AIS - AIS por meio da comunicação por satélites.

Safety Contour - Isobatimétrica de segurança exibida em uma ENC.

Safety Frame - Moldura de segurança em torno do símbolo do navio em um ECDIS.

SART - Transponder de Busca e Salvamento (Search and Rescue Transponder) que utiliza a tecnologia AIS.

SENC - Banco de dados de cartas digitais e informações náuticas.

SGD - Sistema de Gerenciamento de Dados.

Ships` Routeing - Sistemas de Organização do Tráfego de Navios da IMO.

SIG - Sistema de Informação Geográfica.

SisGAAz - Sistema de Gerenciamento da “Amazônia Azul”.

SMM - Serviço Móvel Marítimo (MMS - Maritime Mobile Service).

SOA - Velocidade de Avanço (Speed Of Advance).

SOG - Velocidade no fundo (Speed Over Ground).

SOLAS - Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar (International Convention for the Safe of Life at Sea).

SPS - Serviço Padrão de Posicionamento do GPS (Standard Positioning Service).

STC - Atenuador de reverberação SEA (Sensitivity Time Control - Anti-Clutter SEA).

Surge - Deslocamento longitudinal de uma embarcação devido a fatores ambientais (ver Avanço).

SVL - Sonar de Varredura Lateral (Side Scan Sonar).

Sway - Deslocamento transversal de uma embarcação devido a fatores ambientais (Deriva).

TDOP - Diluição da precisão da hora (Time Dilution of Precision).

Threat - Alarme de Ameaça no Radar/ARPA e AIS.

Thruster - Hélice auxiliar.

Tide Aware - Capacidade de uma ENC que permite exibir a variação da maré prevista por meio da alteração automática das faixas de profundidades.

TOD - Dados Oceânicos Táticos (Tactical Oceanic Data) da Marinha dos EUA.

TOS - Serviço de Organização de Tráfego de um VTS (Traffic Organization Service).

Trial Maneuver - Função de simulação de manobra do Radar/ARPA.

True Motion - Movimento verdadeiro na tela do radar.

True Vector - Vetor verdadeiro na tela do radar.

TSS - Esquema de Separação de Tráfego (Traffic Separation Scheme).

TTG - Tempo estimado para atingir um ponto de guinada (Time To Go).

TX-97 - Formato proprietário de Cartas Náuticas Digitais Vetoriais da Transas Marine Limited.

UKHO - Serviço Hidrográfico do Reino Unido (United Kingdom Hydrographic Office).

UKC - Folga Abaixo da Quilha (Under-Keel Clearance).

VANT - Veículo Aéreo Não Tripulado (UAV - Unmanned Aerial Vehicle).

VDOP - Diluição vertical da posição (Vertical Dilution of Position).

Vetorial - Formato de Carta Náutica Digital composto por elementos na forma de vetores matemáticos.

VDR - Gravador de dados de viagem (Voyage Data Recorder).

Vertical Clearance - Calado Aéreo - Altura mínima do mastro para passar sob vãos de pontes.

VRC - Válvula de Raios Catódicos.

VRM - Marca de distância variável do radar (Variable Range Marker).

VRS - Sensor de referência vertical (Vertical Reference Sensor).

VTMIS - Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações (Vessel Traffic Management Information System).

VTS - Serviço de Tráfego de Embarcações (Vessel Traffic Service).

VTSO - Operador de um VTS.

XTE - Distância em metros do navio em relação à derrota prevista (Caimento - Cross Track Error).

Waypoint - Ponto de guinada de uma derrota planejada.

W-AIS - AIS para uso exclusivo de navios de guerra (Warship AIS).

W-ECDIS - ECDIS de Combate (Warfare ECDIS).

WGS-84 - Datum adotado pelo GPS (World Geodetic System).

WWRNS - Sistema Mundial de Rádio-Navegação (World Wide Radionavigation System).

Yaw - Movimento angular horizontal da proa de uma embarcação (Cabeceio).

ZEE - Zona Econômica Exclusiva.


Criação:

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www.norb3d.com


Editoração:

Claudio Ventura Comunicação